Contato
Início / Blog / Segurança / Segurança Cibernética: selo da Anatel será obrigatório em dispositivos IoT e M2M no Brasil
Segurança

Segurança Cibernética: selo da Anatel será obrigatório em dispositivos IoT e M2M no Brasil

07 de maio de 2026 7 min de leitura Raphael Abe
Segurança Cibernética: selo da Anatel será obrigatório em dispositivos IoT e M2M no Brasil

Nova exigência deve impactar fabricantes, integradores e empresas que utilizam dispositivos conectados. A medida para segurança cibernética segue padrões  internacionais e reforça requisitos de segurança, atualização remota e proteção de dados. 

A segurança cibernética deixou de ser apenas uma recomendação para dispositivos conectados e passa a ser tornar uma exigência regulatória. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) avança na criação do Selo de Segurança Cibernética para dispositivos IoT e M2M, que exigirá conformidade com padrões internacionais antes da homologação e comercialização no Brasil.

A medida impacta diretamente fabricantes, empresas integradoras e organizações que utilizam dispositivos conectados. Especialmente aquelas que operam em larga escala, como meios de pagamentos, rastreamento e telemetria.

No Grupo Lyra, a segurança da informação já faz parte da cultura da empresa há 20 anos. Desde a sua origem, a companhia mantém uma infraestrutura rigorosa voltada à proteção de dados sensíveis, alinhada aos mais altos padrões de mercado de meios de pagamento. Desde 2009, o grupo passa por auditorias recorrentes do padrão PCI Security Council, que certifica a conformidade com requisitos internacionais de segurança e comprovam a seriedade no tratamento de dados sigilosos.

Essa cultura de segurança também se estende à Lyra M2M, que incorpora o mesmo compromisso com proteção de dados, governança e confiabilidade em projetos de conectividade IoT e M2M. Em um cenário onde a segurança se torna cada vez mais regulatória, a experiência do Grupo Lyra reforça o valor de estruturar projetos com proteção desde a base.

A expectativa é que o selo torne-se obrigatório a partir de 2027, com um período de adequação para o mercado, reforçando a importância do compliance regulatório e da segurança desde a fase de desenvolvimento dos dispositivos.

O que é Selo de Segurança Cibernética

O Selo de Segurança Cibernética será uma certificação que comprova que o dispositivo atende a requisitos mínimos de segurança definidos pela regulamentação e alinhados a padrões internacionais, como o ETSI EN 303 645.

Esse padrão é considerado uma base global de segurança para dispositivos IoT, estabelecendo recomendações como:

  • Atualizações seguras de software
  • Política de divulgação de vulnerabilidades
  • Proteção de dados e privacidade
  • Comunicação segura entre dispositivos e servidores

O objetivo é garantir que os dispositivos conectados sejam projetados com segurança desde o início, reduzindo riscos de ataques, vazamentos de dados e comprometimento das redes corporativas.

Segundo ETSI, o padrão estabelece uma linha de base de segurança para dispositivos conectados, que serve de base para esquemas de certificação e regulamentações ao redor do mundo.

O que será exigido dos dispositivos IoT e M2M

Com a implementação do selo, os dispositivos deverão cumprir requisitos mínimos de segurança, incluindo:

  • Proibição de senhas padrão (default)
  • Proteção de dados e privacidade
  • Atualizações remotas obrigatórias (OTA – Over The Air)
  • Notificação de vulnerabilidade e incidentes
  • Comunicação segura e criptografia
  • Segurança desde o desenvolvimento (security by design)

Esses requisitos seguem a lógica de segurança contínua, onde o dispositivo deve permanecer protegido ao longo de todo o seu ciclo de vida.

A própria Anatel já vem estruturando essa abordagem por meio de regulamentações de segurança cibernética, com foco em proteção de redes, equipamentos e usuários, além de incentivo à adoção de boas práticas internacionais e mitigação de riscos.

Quem precisa do Selo de Segurança

A exigência deve atingir principalmente:

Fabricantes de dispositivos

  • Smart POS
  • Rastreadores
  • Dispositivos de telemetria
  • Gateways IoT
  • Equipamentos industriais conectados
  • Dispositivos M2M em geral

Empresas que utilizam dispositivos conectados

  • Fintechs e meios de pagamentos
  • Logística e rastreamento
  • Segurança eletrônica
  • Varejo e automação
  • Indústria e telemetria

Na prática, qualquer empresa que utilize dispositivos conectados em redes públicas pode ser impactada.

Impacto para fabricantes

Para fabricantes, o impacto será direto no processo de desenvolvimento e homologação.

Entre as mudanças mais relevantes:

  • Testes de penetração obrigatórios
  • Análise de firmware e código
  • Processo de certificação mais rigoroso
  • Necessidade de atualizações contínuas
  • Maior responsabilidade sobre vulnerabilidades

Isso significa que a segurança passa a ser considerada desde o design do produto, e não apenas após o lançamento.

Essa abordagem segue a tendência global de segurança “by design”, incentivada por reguladores e padrões internacionais para reduzir riscos em larga escala.

Impacto para empresas que utilizam IoT

Para empresas que utilizam dispositivos conectados, o impacto será principalmente em:

Compliance regulatório

Empresas precisarão garantir que os dispositivos utilizados estejam certificados.

Segurança operacional

Redução de riscos e invasões, fraudes e vazamento de dados.

Continuidade de negócio

Dispositivos mais seguros reduzem interrupções e falhas.

Planejamento de longo prazo

Projetos IoT deverão considerar certificação e segurança desde o início.

Impacto para empresas que utilizam IoT

Para empresas que utilizam dispositivos conectados, o impacto será principalmente em:

Compliance regulatório

Empresas precisarão garantir que os dispositivos utilizados estejam certificados.

Segurança operacional

Redução de riscos de invasões, fraudes e vazamento de dados.

Continuidade de negócio

Dispositivos mais seguros reduzem interrupções e falhas.

Planejamento de longo prazo

Projetos IoT deverão considerar certificação e segurança desde o início.

Cronograma esperado

Segundo a proposta em discussão:

  • Expectativa de sanção presidencial: até o final de 2026
  • Período de adequação: até 24 meses
  • Obrigatoriedade: a partir de 2027
  • Após esse prazo, dispositivos novos sem selo não poderão ser homologados

Esse cronograma segue a lógica adotada pela Anatel em outras regulamentações, que normalmente prevê um período de transição para adequação do mercado.

Por que isso é relevante para decisores

A obrigatoriedade do Selo de Segurança Cibernética não é apenas uma mudança técnica, é uma mudança estratégica.

Para decisores, isso impacta:

  • Compliance regulatório
  • Segurança corporativa
  • Governança de tecnologia 
  • Continuidade operacional
  • Escolha de fornecedores

Empresas que se anteciparem tendem a reduzir riscos regulatórios e acelerar projetos futuros.

O que muda a partir de agora

Com a evolução da regulamentação, o mercado IoT e M2M entra em uma nova fase:

  • Mais segurança
  • Mais padronização
  • Mais exigência regulatória
  • Mais maturidade do mercado

Para empresas que dependem de conectividade, entender essas mudanças agora pode significar vantagem competitiva nos próximos anos.

FAQ – Segurança Cibernética da Anatel

O que é o Selo de Segurança Cibernética da Anatel?

É uma certificação que será obrigatória para dispositivos IoT e M2M que garante conformidade com requisitos mínimos de segurança.

Quando o selo será obrigatório?

A previsão é que a obrigatoriedade começa em 2027, após período de adequação.

Quem precisa do selo?

Fabricantes de dispositivos IoT e empresas que utilizam dispositivos conectados em redes públicas.

Dispositivos antigos precisam do selo?

A exigência deverá valer principalmente para novos dispositivos homologados após a data definida.

Por que o selo é importante?

Ele reduz riscos de segurança, melhora o compliance regulatório e aumenta a confiabilidade dos dispositivos conectados.